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31 de ago. de 2016

Canais no Youtube que todos deveriam seguir




Para quem não tem Netflix, o Youtube é uma ótima ferramenta de entretenimento. Quem aí nunca passou horas e horas lá, vendo vídeos sobre maquiagem, música, tutoriais, humor, etc, etc? O youtube possibilita mais um espaço na internet para formação de opinião em infinitos temas. Hoje, eu trouxe aqui uma pequena lista de canais que falam sobre temas sérios, como, feminismo, racismo, xenofobia, homofobia, etc. Afinal, é ideal que nós, cidadãos, procuremos a cada dia aprender um pouco mais sobre a nossa sociedade e todos os maus que ela enfrenta.

1. O mundo segundo Ana Roxo




A Ana Roxo tem um jeito bem legal de explicar as coisas. Ela fala sobre política, feminismo, e outros inúmeros temas ligados a nossa formação cidadã.
E nesse vídeo ela mostra como as vezes a gente tem atitudes machista achando que não somos. Tá afim de saber como funciona isso? Clica e assiste! ;)

2. Nataly Nere


A Nataly fala sobre Afros e Afins ('rs) como o próprio nome do canal sugere! Haha Ela me posibilitou olhar muitas coisas com outros olhos sabe? Coisas que se quer pensava antes... me ajudou a quebra inúmeros paradigmas impostos pela mídia! Nesse vídeo - Moda Consciente - ela mostra a mportancia de aderirmos a moda consciente. Não sabe o que é isso? Nem como aderir? Dá o play aí no vídeo.

3. Encalacrada



A Clara é feminista e utiliza o seu espaço na internet para explicar vários assuntos ligados ao próprio feminismo, ao racismo, bifobia, etc. Ela faz isso de forma bem objetiva, não é a toa que os seus vídeos são bem curtinhos! Haha
Quando alguém é leigo no feminismo, logo pensa que todas as feministas não se cuidam, são lésbicas, etc... No vídeo acima, a Clara explica de forma bem dinâmica que todos esses esteriótipos estão errados. Como? E Porquê? Dá o play!

E então? Conhece um desses canais? Gostou de algum deles? Comenta a sua opinião aqui embaixo! Vou adorar ler! ;) Até a próxima

24 de ago. de 2016

Tatuagens feministas

   Como já falei mil vezes aqui no blog, adoro tatuagens, e quero muito fazer uma. Mas para mim, essa tatuagem tem que ter um significado de que eu nunca vá me cansar ou me arrepender, sabe? Como há algum tempo, eu descobri o feminismo, e a cada dia venho amando e buscando aprender mais sobre o movimento, busquei várias inspirações de tatuagens feministas para quando chegar a hora de fazer a minha, e resolvi compartilhar com vocês.  
   Muitas pessoas gostam de tatuar frases ou palavras significantes, e dentro do movimento há várias, como "Meu corpo, minha escolha", "Smash the patriarchy, "Equidade", "Girl Power"ou até mesmo o significado do feminismo. 
   Algumas fazem adaptações do simbolo de Vênus (a que o adapta a um coração é minha preferida <3), outras homenageiam mulheres importantes do movimento, como Frida Kahlo e Rosie icônica operária, retratada no cartaz para Westinghouse intitulado We Can Do It  ou personagens, como Lisa Simpson. 
   Enfim, seja qual for o movimento, ou crença em que você se identifica ou acredita, pode se tornar um registro lindo desse seu amor no seu corpo, além de ter um significado enorme para você. Essas são algumas das inspirações que encontrei fuçando na internet!






E você, já marcou seu corpo com alguma tatuagem do tipo? Me fala nos comentários!

28 de nov. de 2015

Playlist: Músicas Feministas

Não tem coisa melhor do que ouvir músicas de qualidade, né? E quando são músicas que não denigrem a imagem da mulher, melhor ainda! Pensando nisso, reuni algumas músicas que ressaltam o feminismo... Que tal dar uma olhada?





E aí?  Gostou? Conheci alguma música feminista que não se encontra aqui? Deixe o seu comentário!

3 de nov. de 2015

Por que ser feminista?



Por que ser feminista? Diversas vezes me deparo com essa pergunta. 'Por que sou feminista? Por que argumento tanto a favor do feminismo?' Lembro-me bem quando me deparei pela primeira vez com um ato machista. Eu tinha 6 anos e estava brincando de futebol no meio da rua com os meus vizinhos, estava tão divertido... Daí uma amiga da minha mãe que estava na minha casa, viu a cena e falou para a minha mãe: "Você deixa sua filha brincar com brincadeiras de homem?" Sempre fui uma criança curiosa, quando não sabia de alguma coisa, sempre procurava uma forma de perguntar, até entender. Sendo assim, perguntei a minha mãe o que era brincadeira de homem. A resposta de minha mãe foi curta e grossa: Brincadeira de homem é futebol, carrinho, etc. Brincadeiras que somente homens brincam. Óbvio que eu não fiquei calada depois da resposta. Adorava brincar 'brincadeiras de homem' e não era uma resposta dessas que iria me convencer de que eu deveria abandonar uma bola e ir brincar com bonecas. Eu falei, falei, falei... E continuo falando! Não é uma atitude machista, um assédio... que vai me calar! Pelo contrário, a cada ato desses, minha garganta vai gritar cada vez mais alto: FEMINISMO!
Mas por quê? Por que somos mulheres, eles são homens e NÓS somos seres humanos! Temos direitos e deveres iguais... Então, por que um sexo tem que sobressair sobre outro pelo simples motivo de ser do sexo oposto? Não. Eu digo não quanto a isso. E espero que a cada dia, a cada minuto, as pessoas, a sociedade, mudem suas formas de pensar e tenham um senso crítico sobre as pequenas ações do dia a dia. Para assim, construir uma sociedade justa e igualitária.

19 de out. de 2015

Projeto Vamos Juntas?

"Na próxima vez que estiver em uma situação de risco, observe: do seu lado pode estar outra mulher passando pela mesma insegurança. Que tal irem juntas?" 

Essa pode parecer uma ideia simples, mas foi dela que nasceu um movimento muito importante e conhecido: o Vamos Juntas?, criado pela jornalista Babi Souza. Tudo começou com uma conversa entre ela e a amiga Vika Schmitz, com quem ela criou uma imagem para postar em seu facebook pessoal. Logo o movimento cresceu, e Babi criou uma página destinada somente a ele, que hoje tem 226.869 seguidores e o apoio de mulheres do Brasil inteiro.



O objetivo do projeto é fazer com que mulheres, que se conheçam ou não, andem juntas para evitar perigos, criando um elo de proteção. Diariamente, a página recebe relatos de mulheres que graças ao movimento ajudaram outras mulheres que encontravam muitas vezes em situações que poderiam representar perigo. Uma pesquisa feita por duas meninas da Faculdade Estácio, em Recife, e respondida por 8 mil mulheres constatou que 91.2% das pessoas que acompanham o movimento mudaram a atitude delas com relação às outras mulheres por conta do Vamos Juntas?, e 76,1%  se sentiram mais seguras ao transitarem pela rua após conhecerem o projeto.

Através de visitas à página, conheci outro projeto que também é super legal, o Absorve Essa. Coisas que nós ouvimos sempre por aí sobre gênero e igualdade são retratadas de uma forma irônica e descontraída pela página. O projeto é de seis estudantes de Publicidade e Propaganda que acham que a descontração pode ser uma boa forma para tratar de assuntos pertinentes como esses sem que eles percam sua relevância.

Enfim, o Vamos Juntas? é um movimento lindo e super importante, pois só nos unindo, nós mulheres conseguiremos construir o mundo dos nossos sonhos, onde poderemos andar sozinhas sem medo. Por isso resolvi compartilhar com vocês. Espero que tenham gostado, e que se juntem ao movimento! Também espalhem para as amigas, primas, tias, irmãs, mães, enfim, todas que possam precisar do projeto! Bjos!

7 de jul. de 2015

Sociedade Machista



Ela estava na pré-adolescência. Louca por livros. Amante das aulas de ciências humanas. Adorava maquiagem, balada e o pôr do sol. Não era de se vestir que nem uma garotinha, gostava mais de um estilo grunge. Mas não perdia a feminilidade. Gostava de debater assuntos polêmicos. Trabalhava de vez enquanto para sustentar seu delírios. Então ela conheceu um garoto. Que seria o garoto da vida dela. Ele era perfeito. Não era bonito fisicamente, mas emocionalmente e mentalmente falando, ele era o cara que ela sempre sonhou. E eles conversaram, marcaram de sair, ficaram.... Namoraram. E no meio de um namoro conturbado, eles tiveram sua primeira vez. Primeira dela. A dele, ele não faz nem as contas. Foi perfeito. Como tinha que ser, ou como ela sonhava. Ela estava tão feliz! Era a menina mais feliz do mundo! Mas depois de algumas semanas, ela foi percebendo algumas coisas estranhas. E com alguns meses ela teve certeza. Ela estava grávida! Era o fim do mundo para ele. E o relacionamento? Estava tão conturbado que ele decidiu ir para outra cidade. Decidiu ir "procurar oportunidades de emprego". E foi. E ela? Ela ficou num quarto escuro. 


Sem ninguém ali com ela para ajudá-la com o seu medo do escuro. Ninguém. Mas ela foi forte. Passou os dias tentando sair do seu quarto escuro. Até que encontrou a porta e conseguiu sair. Até que ele voltou. Quando ela já estava forte e segura ele voltou. E ela? Ela aceitou ele mesmo assim, passaram um tempão juntos. A criança nasceu. Foi um parto complicado. Ela sentiu tantas dores... Mas foi o dia mais feliz da vida dela. Ela era a mamãe mais feliz da maternidade. A criança era linda! Ela foi para casa. Ele a acompanhou. A recuperação foi complicada. Ela sentia dores na cirurgia. Foi difícil ficar de pé... caminhar... Mas ela levantou, caminhou... E passaram os meses... Ele estava lá. Mas era como se não estivesse. Eles brigavam constantemente. Passaram-se alguns meses e ela não aguentou mais tanta tristeza disfarçada de felicidade... Então, ela acabou com aquele relacionamento. Que quem via de fora pensava que ela era feliz, mas por dentro ela era um poço de infelicidade. Ele sumiu. Aparecia de vez enquanto para ver a criança. Ela se recompôs. O bebê precisava de fraldas, leite, produtos para higiene, etc. Ele quase nunca ajudava. E o que ela fez? Ela foi para a guerra. Mesmo estudando ela foi procurar emprego. E não conseguiu. Mas ela não desistiu. Arrumava dinheiro de qualquer forma para garantir o bem estar da criança. Ela lutou, lutou e continua a lutar. Acorda diariamente de madrugada para ir estudar. Vai dormir depois que todos já estão a horas na cama pensando em como vai colocar os mantimentos da criança no dia seguinte. Ela agora é só uma adolescente. Mãe. Guerreira. Estudante. Militante. Feminista. E ele? Ela não sabe mais dele. Mas constantemente ela escuta que ele é que é homem de verdade. Que ele é que é pai de verdade. Que os homens da terra deveria ser que nem ele.



E por que eu contei tudo isso? E por que somente as últimas frases estão destacadas? 
Por que eu cansei. Cansei dessa sociedade machista., em que a mulher trabalha fora, estuda, tenta de todas as formas, pulando e superando qualquer batalha para no final ela ser julgada. Julgada por pessoas que nunca ouviram as dores e as lástimas dela. Pessoas que não sabem o que ela passa. Jogam toda a "culpa" em cima dela. O homem nunca erra. Sempre está certo. Pode deixar o filho(a) com a mãe para ir ao barzinho, festinha... E mesmo assim ele vai estar certo e a mulher estará errada. Por que é obrigação da mulher cuidar e educar os filhos. Até quando? Até quando a sociedade vai pensar dessa forma? Até quando "Ela" vai ser julgada? Até quando somente "Ele" vai estar certo? Por que eu estou falando isso tudo? Por que Ela não queria isso tudo. Ela é tão nova. Tinha tanta coisa para viver, e foi tudo jogado fora. E os seus sonhos foram substituidos por outros. Outros que ela não sonhou, ela idealizou. E mesmo ela sofrendo dores, lamentações, culpa, julgamentos... ela está firme. Firme cuidando dos filhos, pois para ela os seus filhos são os maiores tesouros dela. E não é justo estarem julgando ela. Tudo bem, ela errou. Mas ela cumpre com o seu papel, todos os dias, todas as noites... Porém todo dia, novos julgamentos. E ela simplesmente CANSOU. 

Eu CANSEI!
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